Covid-19: O desejo de Biden fica para trás. Nem o apoio de Harris garante o aumento do salário mínimo

A Câmara dos Representantes aprovou por pouco neste sábado o projeto de lei de 1,6 mil milhões de euros, proposto por Joe Biden para combater a pandemia e impulsionar a economia. A proposta segue agora para o Senado, onde os democratas não esperam grande ajuda dos republicanos, embora as pesquisas indiquem que 70% dos norte-americanos são a favor desta medida, como indica a Reuters.

A Vice-Presidente democrata, Kamala Harris, será a protagonista deste projeto, pois tudo aponta que será o seu voto a desempatar a aprovação deste pacote, tendo em conta que os republicanos ocupam a metade exata das 100 cadeiras do Senado, como explica a imprensa norte-americana.

Se este pacote for aprovado, o salário mínimo nacional por hora será aumentado pela primeira vez desde 2009, de 7,25 dólares (6,20 euros) para 15 dólares (12,40 euros). Porém, como lembram os constitucionalistas, “um aumento salarial desta envergadura não pode ser aprovado apenas por uma maioria simples, mas sim com 60% de votos dos senadores, o que significa, já a contar com a aprovação democrata unânime e com o voto de Harris, que se juntem mais nove republicanos”. E isto, como lembra o New York Times, “é pouco provável”.

Só restaria assim uma solução para este aumento: obrigar as empresas, através das leis fiscais, a duplicarem o salário mínimo por hora, ideia que, no entanto, terá sido abandonada pelos democratas no fim de semana, de acordo com uma fonte próxima das negociações, citada pela Reuters.

“Estamos a votar um projeto de lei que provavelmente não terá o apoio republicano no Senado, mas que tem um amplo apoio republicano no país”, concluiu no domingo o senador democrata Chris Coons, em declarações à CNN.





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