A chanceler alemã, Angela Merkel, começa a ceder à pressão dos Länder e dos seus líderes e mostra-se disposta a abrir a porta ao levantamento de algumas restrições impostas pelo confinamento, como revela a Bloomberg. Na próxima semana irá reunir-se com os referidos dirigentes políticos e será anunciada uma decisão.
Durante meses, Merkel confiou na chamada taxa de incidência para definir as medidas de confinamento e, se inicialmente apontou a meta de 50 infeções por 100.000 pessoas em sete dias para que pudessem começar a flexibilizar-se restrições, algumas semanas depois diversos empresários e líderes políticos mudaram as suas ideias e a chanceler baixou a meta. “Afinal, só seria necessária uma taxa de 35 infetados por cada 100.000 pessoas”, como explica a imprensa alemã.
“Se realizarmos mais testes podemos ter ‘um amortecedor’ que permita abolir algumas restrições, apesar do ligeiro aumento da taxa de incidência para mais de 35”, referiu ontem à noite a líder do governo alemão, durante o anúncio da nova reunião na próxima semana, citada pela Bloomberg.
O diretor do instituto de saúde pública da Alemanha também pediu “uma abordagem mais ampla para definir as novas políticas de combate à pandemia”, apesar de ter alertado para a possibilidade de uma terceira vaga causada pelas novas estirpes.
“Não há um número isolado que possamos utilizar para tomar todas as nossas decisões”, justificou Lothar Wieler, responsável pelo Instituto Robert Koch, durante uma entrevista à Der Spiegel, onde explicou que “o levantamento de algumas medidas só pode estar relacionado com o aumento das taxas de vacinação”.
A Alemanha “administrou menos de sete doses por cada 100 pessoas, à semelhança de outros países igualmente atrasados no seu plano de vacinação no bloco europeu e em contraste com mais de 29 administrações de doses, na mesma proporção, no Reino Unido”, de acordo com o Vaccine Tracker da Bloomberg.