A Europol e o Gabinete Europeu contra a Fraude (OLAF) estão a investigar, a pedido da Comissão Europeia, negócios relacionados com falsas vacinas no valor de 12,7 mil milhões de euros, que têm como alvos principais os governos da União Europeia.
O OLAF recebeu informações de vários Estados-membros sobre falsas propostas de venda de doses por supostos intermediários, de acordo com um relatório a que a Bloomberg teve acesso. Até ao momento, já foram oferecidas 900 milhões de doses falsas com um preço total de cerca de 12,7 mil milhões de euros.
“Começa a surgir uma nova tácita criminosa que consiste em burlar as autoridades públicas responsáveis pela compra de vacinas”, esclareceu Jan Op Gen Oorth, porta-voz da Europol, num comunicado enviado à redação da Bloomberg.
A investigação do OLAF e da Europol foi iniciada a pedido de Ursula von der Leyen, à margem de uma reunião virtual com os líderes da UE na semana passada. Segundo uma fonte que participou na reunião e que foi contactada pela agência, estas propostas seguem um procedimento padrão.
De acordo com o documento do OLAF, “governos e autoridades de saúde foram abordados por criminosos que se faziam passar por indivíduos e alegavam, nos e-mails enviados aos ministérios, serem representantes legais das empresas farmacêuticas contratadas pela União para fornecer vacinas”. Estes intermediários “recorrem a sites e perfis nas redes sociais com o propósito de garantir identidade e negócios que parecem legítimos, exigindo sempre um pagamento adiantado”. Nestes casos, “92% dos criminosos identificados pelas autoridades afirmavam ser intermediários da AstraZeneca”.
Grande parte destes indivíduos são, segundo a Europol, “gente com antecedentes criminais”.