Presidência da UE: Primeiro-ministro aceita certificado verde para facilitar circulação na União Europeia

Os líderes europeus concordaram esta quinta-feira que era necessário criar um certificado de vacinação contra a covid-19. O primeiro-ministro, António Costa, também admitiu hoje a criação de um documento que facilite a circulação entre os Estados-membros, recusando a designação de “passaporte sanitário” por considerar que “não é a mais adequada”.

“O documento facilitará muito a liberdade de circulação, ajudará muito no funcionamento do mercado interno e ajudará naturalmente a que o turismo possa ter uma retoma mais tranquila do que teve no verão passado”, afirmou Costa, depois da reunião dos membros do Conselho Europeu por videoconferência.

A ideia passa, então, por criar um certificado comum de vacinação, que poderia tornar-se uma alternativa aos testes PCR e aos requisitos de quarentena, assim que existirem provas suficientes de que as pessoas vacinadas não transmitem o vírus, ou o reconhecimento mútuo dos procedimentos de vacinação.

“Pode ser um documento que prove a inoculação das pessoas e a imunidade por terem sido vacinadas, ou a realização de um teste cujo resultado é negativo”, explicou Costa. “Para a realização deste documento é fundamental que a UE tenha informação científica consolidada sobre o grau de imunização assegurado pelas vacinas e também pela imunização por via da contração do vírus. São os dois fatores essenciais”, adiantou ainda o chefe de Governo português.

“O ideal é que este certificado não seja nacional, mas universal a toda a comunidade europeia”, disse, acrescentando que o “desejo” é o documento estar disponível “no verão”, retomando algo que a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já abordara ontem.

Costa confirmou ainda que Portugal “vai partilhar 5% das vacinas com países africanos, em especial os de língua oficial portuguesa, e com Timor-Leste”.





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