Sabia que é possível visitar a Terra Média, palco das aventuras dos livros “O Senhor dos Anéis”?

Muitos visitantes ficam verdadeiramente surpreendidos ao descobrir as montanhas envoltas em nevoeiro que se erguem, como verdadeiras lanças pontiagudas, por cima da cidade de Lucerna.

Se visitarem o vale profundamente fendido no coração da região de Bernese Oberland conseguiram, com um pouco de imaginação, imaginar os edifícios brancos da cidade élfica de Rivendell. Isto porque os penhascos escarpados, as grutas glaciares e os vales férteis de florestas e flores silvestres foram, em tempos,  a verdadeira inspiração para as sagas da Terra Média de J. R. R. Tolkien.

Os viajantes têm vindo a explorar as maravilhas naturais desta região, mas o facto menos conhecido é que este mesmo espaço influenciou a criação de alguns dos locais mais fantásticos do trabalho épico de Tolkien. O autor reconheceu isso mesmo na década de 1950, numa carta pouco conhecida dirigida ao filho, Michael.

«A estrada de Rivendell para o outro lado das Montanhas Nebulosas», escreveu Tolkien, «é baseado nas aventuras que vivi na Suíça em 1911». Na imaginação popular, no entanto, é a Nova Zelândia que dá forma ao lar de anões, elfos, dragões e hobbits, desde que o realizador Peter Jackson usou a sua terra natal para recriar a sua versão da Terra Média. Porém, para J. R. R. Tolkien sempre foi a Suíça a fonte de tanta inspiração.

Atravessar a Bernese Oberland numas férias de verão teve um efeito profundo sobre o escritor com, então, 19 anos que, cerca de 57 anos depois, era ainda capaz de recordar as neves eternas do Jungfrau e o contorno acentuado do pico Silberhorn, em forma de pirâmide, contra o azul escuro do céu.

Essas montanhas eram «os Silvertine dos meus sonhos», escreveu, em referência a um dos picos que acima da cidade dos anões de Mória em “O Senhor dos Anéis”.





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