Número de armas nucleares dispara em ano de pandemia. Cerca de 2 mil estão prontas a serem usadas

O mais recente estudo do Stockholm International Peach Research Institute (SIPRI) mostra que, durante 2020, o número estimado de armas nucleares implementadas nas forças operacionais, a nível mundial, cresceu para 3.825. Deste total, cerca de duas mil mantiveram-se em estado de alerta elevado, estando prontas a serem usadas a qualquer momento.

O mesmo estudo, reportado pelo jornal espanhol Público, aponta para Estados Unidos da América e Rússia como as principais detentoras de armas nucleares.

“No início de 2021, os nove países com armas nucleares – EUA, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte – possuíam conjuntamente 13.080 armas nucleares”, lê-se no estudo. Ainda assim, este número “representa uma diminuição face às 13.400 que o SIPRI calculou que teriam no início de 2020”.

Contudo, analisando o número de armas nucleares implementadas efetivamente nas forças operacionais destes países, verifica-se um aumento de 3.720 em janeiro de 2020 para 3.825 em janeiro deste ano. Estima-se também que, no início de 2021, existissem mais 50 ogivas nucleares ao dispor dos militares do que no ano anterior.

A Rússia destaca-se ainda por ter adicionado mais 180 ogivas ao seu arsenal de guerra, embora não façam parte das forças operacionais. Como o tratado New START (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) não limita o stock total de ogivas nucleares, tanto a Rússia como os EUA mantiveram-se dentro dos limites estabelecidos para controlar os níveis de armamento das grandes potências.

Em conjunto, EUA e Rússia são responsáveis por mais de 90% do arsenal nuclear em todo o mundo. «Parece que, agora, o número total de ogivas nas reservas militares mundiais está a aumentar, um indicador preocupante de que a tendência em baixo que tem caracterizado os arsenais nucleares globais desde o fim da Guerra Fria terá acabado», comenta Hans M. Kristensen, membro do SIPRI e director do Projecto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos (FAS).

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