Japão admite defender Taiwan de uma invasão chinesa

O vice-primeiro-ministro do Japão, Taro Arso, admitiu que o país tem de defender Taiwan, em conjunto com os Estados Unidos, de uma eventual invasão chinesa, segundo a agência de notícias Kyodo.

“Se acontecesse um grave problema em Taiwan, não seria exagerado dizer que poderia ser uma situação de ameaça à sobrevivência (para o Japão)”, disse Aso, numa festa de angariação de fundos.

Uma “situação de ameaça à sobrevivência” diz respeito a um caso em que acontece um ataque armado contra um país estrangeiro, que mantém um relacionamento próximo com o Japão, como é o caso de Taiwan.

“Okinawa pode ser o alvo seguinte”, acrescentou o responsável em referência à ilha japonesa que serve de base a 25 mil soldados dos EUA e que começou a ser contestada pela China na última década.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, já reagiu às declarações de Aso, dizendo que estes comentários “prejudicaram a base política das relações China-Japão”, com a China “a opor-se absolutamente”.

“Ninguém deve subestimar a firme determinação, a firme vontade e a formidável capacidade do povo chinês de defender a soberania nacional”, acrescentou Lijian.

Depois destas declarações voltou a haver resposta do lado japonês, com o presidente do Conselho de Ministros do Japão, Katsunobu Kato, a reafirmar o compromisso do seu país com “uma solução pacífica para a questão de Taiwan, assente no diálogo direto”.

“O Japão espera que a questão de Taiwan seja resolvida através do diálogo direto entre ambas as partes envolvidas de maneira pacífica. Essa tem sido nossa posição consistente”, disse o porta-voz do governo.

De recordar que a China reivindica um grupo de ilhas controladas por japoneses no Mar da China Oriental. As minúsculas ilhas desabitadas, Senkaku no Japão e Diaoyu na China, ficam ao largo da ilha de Okinawa, no sul do Japão.

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