Setembro pode bater recorde de chuva dos últimos 22 anos mas a maioria do país continua em seca severa ou moderada

A chuva da última semana fez subir o nível das águas nas barragens, mas não significa que a situação de escassez de água tenha melhorado. A maioria do país continua em seca moderada ou severa. Este mês tornou-se um dos setembros mais chuvosos dos últimos 22 anos devido à depressão ‘Danielle’, responsável pela chuva mais do que o normal pelo país.

No entanto, a falta de chuva e as temperaturas sentidas ao longo de todo o verão fizeram com que todas as bacias hidrográficas do país tenham perdido volume de água armazenado – segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), a situação mais grave, em agosto último, verificou-se no Algarve, na bacia hidrográfica do Barlavento, que ficou com menos de 10% de volume armazenado.

Por outro lado, a bacia do Tejo, a maior nacional a nível de superfície ocupada, passou a estar com um armazenamento abaixo de 50% pela primeira vez desde outubro do ano passado, mês em que os dados mais antigos do SNIRH estão disponíveis e analisados no relatório da gestão de Monitorização Agrometeorológica e Hidrológica. Também a bacia do Douro está no nível mais baixo desde outubro do ano passado, com 51% do volume de armazenamento.

No final de julho, das 59 albufeiras monitorizadas pelo SNIRH, apenas seis apresentavam um volume hídrico superior a 80%, com 26 a estarem abaixo dos 40%, entre as quais a Barragem de Campilhas (3,6%, localizada na bacia do Sado), da Paradela (9,5, na bacia do Cávado) e da Bravura (11,4, na bacia do Barlavento), sendo as três barragens em pior situação a nível nacional.

A chuva de setembro fez com que os terrenos não retivessem a água, que teve como consequência o aumento do nível em 22 das 60 barragens monitorizadas pelo sistema de informação de recursos hídricos. Os aumentos mais significativos aconteceram em Salamonde (Vieira do Minho), com mais 16%, Caldeirão (Guarda), com 9%, Foz Tua (Vila Real), que subiu 6% e Alvito, no distrito de Beja, com mais 4%. Há no entanto 13 barragens com armazenamento de água inferior a 20%, com o Algarve em situação mais complicada.




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