“Reino Unido não será silenciado”, defende Londres sobre sanções aplicadas por Pequim

Boris Johnson anunciou hoje que “apoia firmemente” todos os britânicos que foram alvos de sanções por Pequim, em resposta às penalizações impostas pelo Reino Unido à China, por violação dos Direitos Humanos da minoria uigur em Xinjiang.

O primeiro-ministro lembrou ainda, na sua publicação no Twitter, que é fundamental todos “terem a liberdade de denunciar qualquer violação” e sublinhou que, neste caso, vários cidadãos e organizações britânicas “desempenharam um papel fundamental de iluminar” o mundo sobre esta grave repressão contra o povo uigur.

Pequim justificou formalmente as sanções impostas a vários políticos e organizações britânicas por estes “propagarem mentiras”, como escreve a Sky News.

Várias personalidades do Reino Unido, como o ex-líder do Partido Conservador, Iain Duncan Smith, e Tom Tugendhat, presidente da Comissão para as Relações Exteriores da Câmara dos Comuns, estão proibidos de entrar na China continental assim como em Hong Kong, antiga colónia britânica, e Macau.

Algumas organizações, como o Essex Court Chambers, que publicou um parecer jurídico a descrever as ações repressivas da China em Xinjiang, também constam da lista negra de Pequim, como indica a imprensa britânica.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, já avisou que convocou o embaixador chinês em Londres para comunicar formalmente a Pequim “que o Reino Unido não será silenciado quando o tema forem Direitos Humanos”.

“Manifestamos a nossa total solidariedade com os nove indivíduos que foram punidos”, anunciou Raab, hoje de manhã, citado pela Sky News.

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