PSD realiza eleições diretas este sábado. Quem será o presidente eleito?

Realizam-se este sábado, dia 27 de novembro, as eleições diretas do PSD, que têm como candidatos, Rui Rio, atual presidente, e o seu rival, Paulo Rangel.

Segundo o site do partido, há 46.026 militantes com a quota de novembro válida para votar na eleição de hoje, o que representa uma quebra considerável face a 2020.

Isto porque, recorde-se, nas últimas eleições do partido, que aconteceram em janeiro do ano passado, havia um universo eleitoral de 40.628 militantes, dos quais votaram 32.582.

Este ano, a distrital do Porto concentra 17% dos militantes que podem votar, Braga 13,8%, a Área Metropolitana de Lisboa tem 12,9% dos militantes e Aveiro 9,7%. A Madeira é a quinta estrutura com mais quotas pagas – quase 6%.

Rui Rio já garantiu que se for derrotado nas eleições diretas do partido não volta a entrar nas listas de deputados, colocando um “ponto final” no assunto.

“Se eu perder as diretas acaba aqui. Acaba no congresso porque não fujo às responsabilidades. Mas depois é um ponto final parágrafo”, disse em entrevista à Renascença, quando questionado se com uma derrota entraria na listados deputados.

Rui Rio considera que tem “mais apoio dos portugueses” do que Rangel, mas isso não lhe dá confiança extra na vitória, até porque o seu rival, diz, “tem mais apoio no aparelho do PSD”.

“Não sou fanfarrão, não venho para aqui dizer que está ganho. Nós temos três patamares, um são os portugueses, outro os militantes e o terceiro o aparelho do PSD”, referiu.

Segundo o responsável, “é notório que eu tenho muito mais apoio nos portugueses e que Paulo Rangel tem mais apoio no aparelho do PSD. No meio ficam os militantes e na prática o que este resultado vai dizer é se a maioria dos militantes está mais ligada aos portugueses ou ao aparelho partidário”, afirmou.

Já Paulo Rangel admitiu na quarta-feira “uma sintonia de pontos de vista” com o presidente da Câmara de Lisboa sobre os “tempos novos” da política, recusando fazer interpretações sobre um eventual apoio de Carlos Moedas.

No final de uma audiência com a UGT, o eurodeputado foi questionado pelos jornalistas sobre o seu almoço com Moedas, ao que disse ter-se tratado de “um almoço dos amigos dos Novos Tempos [slogan de campanha de Moedas nas autárquicas] ou dos tempos novos”.

“Há uma coisa que é evidente: se há alguém que tem dito que o PSD se tem de apresentar como alternativa com ambição e esperança ao PS… Eu só concebo um PSD como alternativa ao PS, nesse aspeto há uma coincidência de pontos de vista. Mas isso bastava ter olhado para a campanha de Lisboa para perceber isso. Nisso, há com certeza uma sintonia de pontos de vista”, afirmou Paulo Rangel.

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