Político de Moscovo apela “à liquidação do estado ucraniano na sua forma atual”: sobem de tom as vozes na Rússia que negam a existência da Ucrânia

“A nação ucraniana não existe, é uma orientação política.” O político russo Andrey Medvedev, vice-presidente do Parlamento de Moscovo e jornalista, utilizou a rede social ‘Telegram’ para dar voz a uma tendência cada vez mais marcante na Rússia – a rejeição da existência da Ucrânia.

“A russofobia foi elevada ao nível de política nacional. Kiev nunca vai parar no seu desejo de nos matar”, apontou o responsável, que frisou que a língua ucraniana “ainda estava a ser formada”.

“O exército ucraniano está a disparar sobre as cidades pacíficas de Donbass, porque ideologicamente eles percebem os habitantes dessas cidades como baratas”, disse. “Tudo isso só pode ser interrompido com a liquidação do estado ucraniano na sua forma atual.”

Medvedev (sem ligações a Dmitry Medvedev, antigo presidente russo) é o mais recente político russo a passar mensagens anti-ucranianas que têm subido de tom na Rússia, revelou o think tank Institute for the Study of War (ISW), com sede em Washington. “Políticos proeminentes russo continuam a promover uma retórica abertamente genocida contra a Ucrânia”, denunciou o organismo, apontando os comentários como “abertamente exterminatórios e desumanizadores, convocando para uma guerra genocida contra o estado ucraniano e o seu povo”.




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