PAN quer saber se divulgação de informação sobre ativistas russos é “protocolo habitual” da Câmara de Lisboa e pede “responsabilidades políticas”

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza enviou ontem um comunicado às redações, onde “repudia o infeliz acontecimento protagonizado pela Câmara Municipal de Lisboa ao entregar os nomes e as moradas de três manifestantes à embaixada russa em Lisboa e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia”.

O Partido “exige que sejam apuradas e assumidas responsabilidades políticas e defende que Fernando Medina deve prestar esclarecimentos à Assembleia Municipal de Lisboa”.

Inês de Sousa Real, Porta-voz do PAN e deputada municipal em Lisboa, salienta que “o país exige que os seus políticos e governantes assumam responsabilidades de uma vez por todas e este é um caso no qual é imperativo que isso aconteça” e pede que Fernando Medina preste esclarecimentos à Assembleia Municipal de Lisboa, órgão fiscalizador da Câmara Municipal, para responder às questões que ficaram por esclarecer, nomeadamente se este era um “protocolo habitual”.

“Estando Lisboa claramente num fim de ciclo governativo marcado por erros sucessivos que têm lesado a cidade, é fundamental que nas próximas eleições estes atropelos, designadamente aos direitos humanos, sejam consequentes e que a cidade mostre um cartão vermelho a Fernando Medina e ao seu executivo”, remata Inês de Sousa Real.

O jornal Expresso noticiou na quarta-feira que os dados de cidadãos russos que estiveram ligados à organização do protesto em solidariedade com o opositor russo Alexei Navalny, detido na Rússia, foram partilhados pela Câmara Municipal de Lisboa com a Embaixada da Rússia e seguiram para o Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país.





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