Não respire o ar alheio: como evitar o coronavírus em ambientes fechados

A pandemia de covid-19 ainda não acabou e, apesar de a campanha de vacinação contra a doença estar a avançar a bom ritmo nos países desenvolvidos, é necessário continuar a seguir um conjunto de regras de segurança a fim de evitar contagiar ou ficar infetado.

A par da etiqueta respiratória, da utilização de máscara e distanciamento social, é igualmente preciso pensar no ar que respiramos em ambientes fechados, defendem os especialistas.

Abrir as janelas o máximo de tempo possível é uma medida consensual que deve ser seguida para evitar o contágio. A BBC reuniu cinco conselhos de especialistas cruciais para evitar infeções em espaços fechados:

1 – Evite locais abafados

São vários os estudos que demonstram que em espaços confinados poderá haver “transmissão aérea” do vírus, com minúsculas partículas de vírus a pairar no ar.

Se o local onde estiver lhe parecer abafado, deverá abandoná-lo, recomenda Hywel Davies, diretor técnico do Chartered Institution of Building Services Engineers, associação de engenheiros no Reino Unido, que defende que é vital ter um fluxo de ar limpo.

2 – Verifique o ar condicionado

Os aparelhos mais comuns funcionam “sugando” o ar externo, refrescam o ambiente e eliminam o oxigénio no interior, o que poderá tornar-se um risco após algumas horas. Um estudo realizado na China “responsabilizou” este tipo de ar-condicionado pela propagação do vírus.

3 – Questione a ‘proporção de ar fresco’

Alguns prédios têm um sistema de ventilação no qual o ar é extraído das salas e canalizado para uma unidade de tratamento de ar. Lá, o ar fresco pode ser “sugado” de fora e misturado com o antigo ar interior, antes de ser enviado de volta para o prédio. Dado o risco de infeção por coronavírus, a recomendação dos especialistas é maximizar a disponibilidade de ar fresco.

4 – Verifique os filtros de ventilação

Um sistema de ventilação moderno possui filtros, mas estes não são à prova de falhas. Nos Estados Unidos, investigadores que analisaram um hospital no estado de Oregon descobriram que vestígios de coronavírus foram captados pelos filtros, mas alguns acabaram por escapar.

O professor Kevin van den Wymelenberg, que liderou o projeto, defende que limpar os filtros pode revelar se há alguém infectado trabalhando em um edifício. Na Coreia do Sul, um operador de telemarketing que trabalhava no 11.º andar de um prédio infectou mais de 90 pessoas, exemplifica a BBC.

Se os filtros tivessem sido verificados com mais frequência, a presença do vírus poderia ter sido detectada antes. O professor van den Wymelenberg diz que os dados dos filtros podem “tevelar onde e quando” combater infecções.

5- Cuidado com as correntes de ar

Uma janela aberta pode fazer com que mais pessoas entrem em contacto com o vírus, mas “mais ar fresco em geral é melhor, mas se estiver a fluir horizontalmente e com vírus, pode ter consequências indesejadas”, explica o especialista Nick Wirth.

 

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