Mais de uma dezena de arguidos e 20 câmaras sob suspeita: Operação Tutti Frutti investiga ‘boys’ do PS e do PSD

A operação Tutti Frutti conta já com mais de uma dezena de arguidos, de vários quadrantes políticos, e envolve duas dezenas de autarquias, revelou esta quarta-feira o ‘Jornal de Notícias’ – o mega-inquérito, iniciado em 2017, investiga possíveis crimes de corrupção, tráfico de influência, participação económica em negócios e financiamento partidário ilegal que envolve os dois principais partidos nacionais, PS e PSD.

A Câmara Municipal de Lisboa foi alvo de duas buscas no espaço de uma semana por parte da Polícia Judiciária (PJ) para recolher documentos, ordenadas pelo Ministério Público, que tem interrogado suspeitos e arguidos nas últimas semanas. Na sequência, surgiram novos factos e outras linhas de investigação, o que motivou nova ação junto da autarquia lisboeta.

“Encontra-se em investigação no DIAP de Lisboa e está sujeito a segredo de Justiça”, revelou, ao jornal diário, fonte da Procuradoria-Geral da República, sobre o processo Tutti Frutti. Já Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária, sublinhou que as buscas foram motivadas pela necessidade de obter documentos.

“Quando numa determinada investigação, em que já decorreram buscas, é necessário cirurgicamente encontrar um documento ou ir à procura dele, a PJ e o Ministério Público diligenciam”, sublinhou o responsável, apontando que “foi isso que aconteceu na Câmara de Lisboa”. Os inspetadores da PJ recolheram atas de reuniões ocorridas durante o mandato de Fernando Medina à frente da autarquia.

Em causa estão suspeitas da existência de uma rede multipartidária para adjudicações duvidosas mas também avenças fictícias para os ‘boys’ dos dois partidos, que motivaram, em 2018, mais de 70 buscas a partidos, câmaras, juntas de freguesia, empresas e residências.




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