Faculdades públicas de Medicina voltam a dizer “não” ao aumento de vagas no curso. Católica entra em campo em setembro

As direções das faculdades de Medicina não vão abrir nem uma só vaga a mais, face aos 1400 lugares que disponibilizam todos os anos no concurso nacional de acesso ao ensino superior, revela hoje o Público. Em setembro a Católica é a primeira universidade pública não estatal a oferecer este mestrado integrado no país.

“O Governo vai voltar a abrir a porta a que os cursos procurados pelos melhores alunos cresçam até 15%, mas as escolas médicas entendem não ter condições para receber mais estudantes, ainda que possam fazê-lo”,  como explica o mesmo jornal.

O  Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP) ainda não colocou este assunto em cima da mesa, dado que ainda não foi publicado o despacho orientador para a fixação de vagas do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – o que, segundo o Público, deverá acontecer durante a próxima semana.

Apesar de tudo, o resultado já é o esperado: “as condições se mantêm, a decisão também será no mesmo sentido” da que foi tomada no ano passado, explica o presidente do CEMP, Henrique Cyrne Carvalho.

No ano passado, medicina poderia ter aberto a porta a 215 novos lugares  em instituições públicas, mas as faculdades rejeitaram essa possibilidade. “Não há nenhum tipo de novidade que nos permita tomar uma decisão de outro tipo”, afirma Fausto Pinto, diretor da faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, entrevistado pelo Público.

Neste momento em Portugal, existem oito mestrados integrados em Medicina (curso de seis anos) em universidades públicas, que totalizam 1441 lugares disponíveis, aos quais se juntam dois “ciclos básicos” nas universidades da Madeira e dos Açores.

A Universidade Católica Portuguesa é a primeira universidade pública não estatal “a ir a jogo”, começando o mestrado integrado já no dia 13 de setembro. A propina mensal será de 1625 euros, prefazendo um total de 100 mil euros ao final dos seis anos de curso.

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