Em comprimidos ou spray nasal. Próxima geração de vacinas contra a covid-19 deve estar disponível já no próximo ano

A próxima geração de vacinas contra a Covid-19 pode ser desenvolvida em formato de comprimidos ou spray nasal, sendo por isso mais fácil de armazenar e transportar do que as atuais, de acordo com o ‘Wall Street Journal’.

Segundo a mesma publicação, as vacinas do futuro, desenvolvidas por laboratórios e empresas do governo dos EUA, incluindo a Sanofi e a Gritstone também têm o potencial de oferecer respostas imunológicas mais duradouras e ser mais resistentes contra novas e múltiplas variantes virais, possivelmente ajudando a evitar futuras pandemias, dizem as empresas.

As vacinas atualmente autorizadas para uso da Pfizer e do seu parceiro BioNTech, bem como da Moderna, devem ser transportadas e armazenadas em baixas temperaturas e requerem duas doses administradas com semanas de intervalo. Em comparação, as novas vacinas podem “constituir alguma melhoria” face a essas limitações e acelerar os esforços de vacinação em áreas rurais, disse à ‘Bloomberg’ Gregory Poland, professor e investigador da Mayo Clinic em Rochester, Minesotta, nos Estados Unidos.

Existem atualmente 277 vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento a nível global, das quais 93 foram testadas em humanos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A maioria das vacinas em testes clínicos é injetada, mas existem duas formulações orais e sete formulações em spray nasal.

Muitas das vacinas de próxima geração estão na fase inicial intermédia dos testes em humanos, o que significa que podem não estar disponíveis antes do final de 2021 ou inícios de 2022. Não há garantia de que as vacinas sejam bem-sucedidas nos testes, e algumas das empresas que as desenvolvem, como a Altimmune e a Gritstone, nunca lançaram uma vacina no mercado.

No entanto, a confirmar-se que as novas vacinas oferecem proteção e segurança contra a Covid-19, estas podem ser uma nova arma de reforço a nível global. Especialistas em doenças infeciosas já alertaram para a possibilidade de ser necessário desenvolver novas vacinas de reforço, periodicamente, de forma a prolongar a duração da proteção contra o novo coronavírus, construindo defesas contra novas variantes.

“É extremamente importante no futuro ter vacinas que sejam mais fáceis de manusear e tenham melhores características da cadeia de frio”, disse John Mascola, diretor do centro de pesquisa de vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas, citado pela ‘Bloomberg’.

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