Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres celebra-se hoje: 1 em cada 3 é vítima de violência doméstica

Celebra-se esta sexta-feira o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, uma data que visa alertar a sociedade para os vários casos de violência contra as mulheres, nomeadamente casos de abuso ou assédio sexual, maus tratos físicos e psicológicos.

Em média, uma em cada três mulheres é vítima de violência doméstica.

85% das vítimas de violência doméstica em Portugal são mulheres. A violência doméstica contra as mulheres abarca vítimas de todas as condições e de todos os estratos sociais e económicos.

Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente o dia 25 de novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Desde então, essa data tem sido comemorada no mundo.

A data está relacionada com a homenagem às irmãs Patria, María Teresa e Minerva Maribal, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo. As irmãs tornaram-se um símbolo mundial de luta contra a violência que vitimiza as mulheres.

Um estudo da ONU Mulheres e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, revelou que mais de cinco meninas ou mulheres foram mortas a cada hora, em média, em 2021 e que os assassinatos ocorrem dentro de casa.

No ano passado, mais de cinco mulheres ou meninas foram assassinadas por hora no mundo – de todos os feminicídios cometidos em 2021, 56% foram pelas mãos de parceiros íntimos ou familiares. Para a ONU Mulheres, o número mostra que a casa deixou de ser um lugar seguro.

Em Nova Iorque, António Guterres partilhou uma mensagem para comemorar o Dia Internacional: o chefe da ONU lembrou que a “violência contra mulheres e meninas é a violação dos direitos humanos mais generalizada no mundo”, destacando que a cada 11 minutos, uma uma mulher ou menina morre às mãos de um parceiro íntimo ou de alguém da família. E nos últimos anos, com a Covid-19, a situação levou ao aumento de abusos verbais e físicos.

António Guterres ressaltou ainda as mulheres e as meninas que enfrentam ainda uma violência desenfreada online, o discurso de ódio misógino, o assédio sexual, abuso de imagem e sedução inapropriada por predadores. Para o secretário-geral da ONU, este é o momento para uma ação transformadora que ponha fim à violência contra as mulheres e meninas.

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