Depois das uvas sem grainhas, vem aí o peixe sem espinhas. Descoberta vai ter “forte impacto na alimentação das famílias”

A experiência foi para já feita apenas numa espécie de carpa, peixe muito apreciado na China, mas difícil de comer por causa das suas espinhas, muito fininhas e difíceis de encontrar.

Desenvolvido por um grupo de investigadores do Heilongjiang River Fisheries Institute, que integra a Academia Chinesa de Ciências das Pescas, o projeto recebeu de imediato a bênção das autoridades sanitárias.

Foi em 2009 que o Heilongjiang River Fisheries Institute iniciou o projeto, tendo identificado o gene em questão de forma a impedir o crescimento da espinha intermuscular do peixe. Agora, após uma década de investigação, a equipa anunciou que conseguiu alcançar o objetivo com êxito, considerando que a variedade tem um crescimento saudável, não apresentando qualquer diferença à vista.

Mas, segundo relata o China News Service, pode não ser o único, e isto num futuro mais próximo do que poderíamos imaginar. Afinal, uma outra equipa de investigação, da Universidade Agrícola de Huazhong, na província de Hubei, também já identificou o gene que tem o mesmo papel numa espécie de sargo igualmente popular no país.

Gao Zexia, líder da equipa de investigação daquela universidade, a estudar o assunto desde 2012, considera que o caso não é de desvalorizar. “Muitas pessoas engoliam espinhas de peixe, que ficavam presas na garganta”, justificou, considerando mesmo que esta pode ser uma tendência de futuro para a indústria do peixe. “Acredito que esta descoberta vai revolucionar a produção de peixe de água doce, com forte impacto na alimentação das famílias”.



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