Cumbre Vieja: erupção não dá mostras de acabar “a curto ou médio prazo”, avisam especialistas

Os especialistas que monitorizam a atividade vulcânica na ilha espanhola de La Palma, iniciada a 19 de setembro último, alertaram esta quarta-feira que o fenómeno não dá mostras de acabar a curto ou médio prazo. “Agora mesmo, o nível de SO2 (dióxido de enxofre)” expelido pelo vulcão Cumbre Vieja “não nos permite ver que o fim da erupção está a um curto ou médio prazo”, afirmou, em conferência de imprensa, María José Blanco, porta-voz do comité científico do Plano de Emergência Vulcânica das Canárias (Pevolca).

“A atividade do vulcão não para e não parece que nos próximos dias poderemos observar uma redução da mesma”, frisou o presidente do Governo Pedro Sánchez, que realizou nesta quarta-feira sua quarta visita a La Palma desde que a erupção começou.

A poucos dias de cumprir quatro semanas da atividade do vulcão no domingo, a lava continuava a descer sem parar nesta quarta-feira. O fenómeno vulcânico não deixou vítimas, mas cobriu 640 hectares da ilha e destruiu mais de 1.400 edifícios, 764 delas habitações, afirmou Miguel Ángel Morcuende, diretor técnico do Pevolca.

Aproximadamente 6.000 pessoas tiveram de ser evacuadas nesta ilha de 85.000 habitantes



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