Covid-19: Reino Unido foi “libertado” mas agora enfrenta uma “pingdemia”

O “Dia da Liberdade” chegou a Inglaterra na segunda-feira e trouxe consigo o fim da maioria das restrições aos contactos sociais. Mas o país enfrenta agora um fenómeno que já é conhecido por “pingdemia”.

Com o aumento dos contactos sociais, aumentam também os contactos de risco detetados pelo NHS (equivalente inglês ao SNS) e por isso cada vez mais pessoas são notificadas para cumprir quarentena. Essa notificação é enviada através da aplicação do NHS, instalada nos telemóveis dos ingleses.

Os “pings” (som das notificações da app) dispararam e muitos temem que se transforme numa situação descontrolada e caótica. Por isso, os ingleses já lhe chamam “pingdemia”. Mais de meio milhão de pessoas foram “pingadas” pela app só na semana de 7 de julho, escreve a Bloomberg.

Quando se recebe o “ping” da app, chega a ordem de isolamento por um determinado período de tempo. A notificação é enviada depois de a aplicação ter detetado que o utilizador esteve em contato próximo com alguém que testou positivo para a covid-19.

Como o número de pessoas que recebem o “ping” aumentou drasticamente nas últimas semanas, muitos setores da economia estão já a ser afetados, já que um grande número de funcionários está a faltar ao emprego por ter de ficar em casa em isolamento.

Por norma, quem recebe um “ping” tem de se isolar durante 10 dias, embora este período possa ser prolongado se a pessoa desenvolver sintomas da doença.

Vários agentes económicos, como diretores de empresas ou sindicatos de transportes, pedem agora que sejam antecipadas as novas regras sobre o isolamento, que só devem mudar a partir de 16 de agosto. A partir desta data, as pessoas vacinadas há pelo menos 14 dias, assim como os menores de 18 anos, deixam de ter se isolar após contactos com positivos.

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