Covid-19: Judeus ultraortodoxos atrasam plano de vacinação de Joe Biden

A cidade de Nova Iorque vai gastar até 60 milhões de dólares (59.520 milhões de euros), de acordo com uma estimativa das autoridades de saúde, num programa de sensibilização, para combater a hesitação e os problemas de acesso à vacinação, um claro confronto contra as as mensagens dos rabinos respeitados dos bairros mais ortodoxos dos EUA.
Em Israel, as autoridades públicas enfrentaram o mesmo problema com a comunidade ultraortodoxa. No entanto, vários representantes de dentro destes grupos conseguiram travar a campanha de contrainformação. Conseguirá Joe Biden fazer o mesmo?
Pelo menos em Nova Iorque não, como revela o New York Times. Por exemplo em Brooklyn, onde reside uma grande comunidade ortodoxa judaica, apenas 28,5%  da população está totalmente vacinada, enquanto a média da cidade é de 47%.
Já em South Williamsburg, em média 35% dos habitantes estão vacinados. Porém, a percentagem desce quando se chega a a East Crown, onde estão sediados os Chabad-Lubavitch, descendo para os 30,5%.
Patrick Gallahue, porta-voz do Departamento de Saúde da cidade, explica que o organismo público tem realizado campanhas de sensibilização para a vacinação nos bairros ultraortodoxos locais, tendo inclusive feito parcerias coma agências que trabalham sob o símbolo da Estrela de David, como é o caso do corpo de ambulâncias Hatzalah.
John Lyon, porta-voz do departamento de saúde do Condado de Rockland City, confessa que o grande medo incutido nesta nesta comunidade, em especial nas mulheres, é de que as vacina contra a covid-19 possa ter como efeito secundário a infertilidade, uma hipótese que já foi descartada pela OMS.
Em abril, a Associação Médica Judaica Ortodoxa acolheu três webinars livestream sobre a vacinação contra a covid-19, sobretudo destinada a mulheres ortodoxas, doulas, conselheiros pré-matrimoniais e funerárias, contando com um total de quase 5.000 participantes.




Notícias relacionadas
Comentários
Loading...