Consultar os horários alargados no Portal do SNS “pode ser difícil e é mais fácil desistir”. Veja aqui como fazer

O plano estratégico do Ministério da Saúde, apresentado esta quarta-feira por Manuel Pizarro, prevê a divulgação de informação sobre o funcionamento do SNS no respetivo portal. Segundo ilustrou o secretário de Estado Ricardo Mestre, os utentes poderão passar a consultar no portal do SNS “toda a informação, que antes estava dispersa, concentrada no mesmo local”.

E quais são os passos a dar? Primeiro, entrar no Portal do SNS; depois selecionar “resposta sazonal em saúde”; clicar em “medidas prioritárias”; avançar para “medidas para o cidadão”; e por último, clicar na parte de cima de um mapa, que remete para outra página com informação detalhada dos centros de saúde.

No entanto, segundo a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, esse passo não vai evitar a sobrelotação das urgências hospitalares.

Rui Nogueira, presidente da mesa da assembleia do organismo, alertou, em declarações à rádio ‘TSF’, que os vários passos necessários no portal para aceder à informação podem afastar o utente, levando-o a optar pelas urgências ou mesmo desistir dos cuidados de saúde. “Não resolve, de todo o problema, porque as pessoas que mais precisam são aquelas que menos têm condições de usar” plataformas online. “Um em cada quatro portugueses tem mais de 65 anos (…) e a verdade é que à medida que a idade vai avançando começa a haver mais problemas para conseguirmos navegar, seja no Serviço Nacional de Saúde, seja nas aplicações informáticas”, explicou.

Para o responsável, a medida proposta é “mais uma iniquidade, ou seja, mais um desequilíbrio no acesso” que pode levar os utentes a “desistir pelo caminho”.

Os próprios médicos têm dificuldade em trabalhar com as aplicações informáticas nos centros de saúde, frisou o representante da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde. “Nós próprios, sendo profissionais de saúde, a dada altura temos que a andar a descobrir e a demorar muito tempo para conseguirmos navegar. Temos uma aplicação informática de utilização diária que já é obsoleta, é um quebra-cabeças. Custa mais trabalhar com o computador do que propriamente trabalhar com o doente.”

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