Chegou o Dia ‘D’: Alunos do pré-escolar, ensino básico e secundário começam hoje as aulas

Cerca de 1,2 milhões de alunos do ensino obrigatório – pré-escolar, básico e secundário – regressam esta terça-feira às escolas portuguesas, para o arranque do novo ano letivo 2021/2022.

Com início das aulas marcado entre os dias 14 (terça-feira) e 17 de setembro (sexta-feira), o primeiro período do ensino público tem o fim marcado para o dia 17 de dezembro de 2021. À semelhança dos outros anos letivos, o calendário escolar conta com três períodos.

Já no privado, as aulas só têm dois períodos e começam entre 2 e 7 de setembro de 2021, com o primeiro período a terminar a 29 de dezembro do mesmo ano. O segundo decorre entre 3 de janeiro e 30 de junho de 2022.

Quanto às interrupções letivas, no ensino público acontecem entre 20 e 31 de dezembro de 2021 (Natal); entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2022 (carnaval) e entre 6 e 18 de abril de 2022 (Páscoa).

No privado, estão previstas férias entre 20 e 24 de dezembro (Natal); entre 28 de fevereiro e 2 de março (carnaval) e entre 11 e 18 de abril (Páscoa).

Regras de contenção da pandemia mantêm-se, mas isolamentos flexibilizam

Quando chegarem às escolas, o ambiente será semelhante ao do ano passado: há corredores de circulaçãoobrigatoriedade do uso de máscara e os alunos continuam a estar apenas com os colegas da sua “bolha”.

Este ano, a maioria dos jovens entre os 12 e os 17 anos já está vacinada contra a covid-19 e há uma maior flexibilidade nos isolamentos quando surgem casos positivos.

A Direção-Geral da Saúde alterou as regras de isolamento profilático das turmas quando surge um caso positivo, acabando com a obrigatoriedade de turmas inteiras ficarem em casa durante duas semanas: Os alunos de contactos de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.

Alimentos pouco saudáveis saem das escolas

Os bares e as máquinas automáticas poderão ser uma das poucas mudanças visíveis, já que passou a ser proibida a venda de alimentos prejudiciais à saúde, como folhados, batatas fritas, refrigerantes, chocolates ou bolas de Berlim.

Plano de recuperação de aprendizagens

Os cerca de 120 mil professores há muito que preparam mudanças, que os alunos vão descobrir quando chegarem às salas de aulas, entre amanhã e sexta-feira, e arrancar o Plano 21/23 Escola +.

A ideia é que até 2023 os estudantes recuperem as aprendizagens perdidas durante o confinamento dos últimos dois anos letivos, mas diretores e professores queixam-se de não ter havido este ano um novo reforço das equipas.

“Este será um enorme desafio para as escolas, porque vamos ter de fazer mais com os mesmos recursos”, disse à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa.

Quatro dias de greve no arranque das aulas

O novo ano letivo será marcado também pela transferência de competências da educação para as autarquias. Esta mudança, que estará concluída no final de março de 2022, é uma das razões da greve de professores e pessoal não docente anunciada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP).

Os quatro dias de greve – entre 14 e 17 de setembro – coincidem precisamente com o começo do novo ano letivo nos diferentes estabelecimentos educativos.

Além da municipalização da Educação, o protesto é também contra os concursos de professores, que os sindicatos classificam de injustos, a precariedade, a avaliação com quotas, a idade da reforma, a falta de subsídios de transporte e alojamento e os salários.

Escolas estão “motivadas” mas não descartam “preocupações”

A maioria dos alunos regressa hoje às aulas, com o arranque do novo ano letivo. Os dirigentes escolares mostram-se “motivados”, mas também “preocupados” com o cumprimento das regras de segurança, impostas pela pandemia de Covid-19.

“Arrancamos este ano letivo sempre com expectativas positivas, independentemente das circunstâncias, havendo ou não pandemia é essa a nossa forma de estar”, começa por referir à Multinews, Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Ainda assim, o responsável ressalva que como “vamos continuar com as mesmas regras, em termos de segurança, do ano letivo anterior, uma das nossas maiores preocupações vai ser mesmo ligada aos fatores da saúde”.

“Tentar garantir o cumprimento de regras, higiene, separação das turmas, criar bolhas, obrigar ao uso da máscara, enfim, temos de continuar com estes desafios”, concretiza.

Fora isso, “vamos tentar ter um ano relativamente normal, em que vamos investir e apostar essencialmente no estímulo dos nossos alunos, garantindo apoio àqueles que de alguma forma foram prejudicados devido à pandemia”, sublinha Manuel Pereira.

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