Ensino Superior: Segunda fase de candidaturas termina à meia noite desta sexta-feira

Termina esta sexta-feira a segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que disponibilizou 5.284 vagas, o que representa o menor número de vagas desde 1999. A este número juntam-se também as vagas ocupadas mas em que não se concretizou a matrícula e inscrição. Os resultados serão divulgados no próximo dia 30.

À 2ª fase de candidaturas puderam concorrer os candidatos à 1ª fase não colocados; os colocados na 1ª fase que pretendam concorrer de novo; os candidatos colocados na 1ª fase que não efetuaram a respetiva matrícula e inscrição; quem, podendo candidatar-se no prazo de apresentação das candidaturas à 1ª fase, não o fez, bem como os estudantes que só reuniram condições de candidatura depois de terminado o prazo de candidaturas da 1ª fase.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, foram colocados na 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público para o ano lectivo 2022-23 um total de 49.806 novos estudantes, dos quais 84% foram colocados numa das suas três primeiras opções de candidatura. O número de colocados representa o segundo valor de colocados mais elevado desde 1989.

Este ano foram disponibilizadas 54.641 vagas, das quais sobraram 5.284 para a segunda fase. Num universo de cerca de mil cursos a concurso não sobrou qualquer vaga em 838, o equivalente a 73%. Por outro lado, houve 26 licenciaturas em que, do conjunto total de 690 lugares disponíveis, nenhum foi ocupado.

Duas instituições da capital lotaram as vagas na primeira fase: ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa.

É nos politécnicos que se regista o maior número de vagas. O Instituto Politécnico de Bragança disponibiliza nesta segunda fase do concurso 1.077 lugares. Com o maior número de vagas disponíveis na segunda fase seguem-se o Instituto Politécnico de Viseu (431 vagas), o da Guarda (386) e o de Castelo Branco (334).

Apesar disso, há a registar um crescimento do número de alunos colocados nas instituições localizadas em regiões com menor densidade demográfica: 13.351 estudantes, mais 1033 face ao ano letivo anterior.

O curso de Medicina registou este ano a média mais alta do concurso nacional de acesso ao ensino superior, recuperando a posição que perdeu para as engenharias em 2016, numa primeira fase sem médias acima dos 19 valores.

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