Adeus verão, olá outono: equinócio e noite polar ‘celebram’ a chegada da nova estação

Celebra-se, esta sexta-feira, mais concretamente às 2h04, o equinócio de outono, o preciso momento em que o sol cruza o plano do equador celeste, que decorre em setembro no hemisfério norte e em março no hemisfério sul. Por outras palavras, significa o fim do verão e o início de uma nova estação, que se vai prolongar até ao próximo solstício, que ocorre a 21 de dezembro, às 21h48.

O termo latim “equinócio”, composto pelas palavras aequus e nox, significa “igual” e “noite”. Aplica-se a este momento, pois durante os equinócios os dias e as noites, com aproximadamente 12 horas, têm a mesma duração. O outono do hemisfério norte é chamado de “outono boreal” e o do hemisfério sul é chamado de “outono austral”.

Apesar deste nome, só três dias depois é que a duração da noite será a mesma que a do dia, pois, devido à refração atmosférica, o Sol é sempre visto ligeiramente acima da sua real posição, adiantando cada amanhecer e atrasando cada anoitecer.

As quatro estações do ano são determinadas devido à inclinação da Terra em relação ao Sol e ao movimento que ela faz. Conforme a translação do planeta, a luz solar incide de forma diferente nos dois hemisférios ao longo do ano.

Mas não é só o equinócio do outono, há também a noite polar esta madrugada. No Pólo Norte, a noite polar começa quando o sol se põe em torno do equinócio de outono, que será esta sexta-feira, 23 de setembro. Após esse dia, a duração da noite será de cerca de… meio ano. Sim, dias sem sol até à chegada do equinócio da primavera, quando começará o dia polar e os dias com 24 horas de luz.

Naturalmente, é tudo ao contrário no hemisfério sul. Ali, as áreas dentro do Círculo Polar Antártico experimentam os dias polares precisamente quando o Ártico tem as suas noites. A chave é que ocorrem sempre durante os “meses de inverno” que são: para o hemisfério norte de setembro a março e para o hemisfério sul de março a setembro.

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