25 de Novembro: A data que continua a dividir o país após décadas

A Assembleia da República rejeitou este ano as iniciativas do CDS-PP e do Chega para a criação de uma sessão solene evocativa do 25 de Novembro, que foram alvo de críticas por parte dos partidos da esquerda.

Os centristas argumentavam que este dia, “mais do que uma data numa cronologia ou um parágrafo na história de uma revolução, é o momento decisivo em que a mudança segue, irreversivelmente, o caminho para uma democracia de modelo ocidental, e o marco em que o país alcança a verdadeira liberdade”.

Porém, o projeto mereceu os chumbos de PS, BE, PCP, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, com a abstenção do PSD, PAN e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues. Só o CDS-PP, o Chega e a Iniciativa Liberal votaram a favor.

Recorde-se que no dia 25 de novembro de 1975, uma movimentação militar conduzida por algumas facções das Forças Armadas, conhecidas como sendo moderadas, conduziu ao fim do Processo Revolucionário em Curso (PREC), que havia sido iniciado após o 25 de abril de 1974.

Porém, apesar de para muitos esta data assinalar o início de uma democracia representativa estável no país, o momento histórico continua até aos dias de hoje a não reunir consenso entre forças partidárias.

O CDS também queria que tivesse havido “concessão da Ordem da Liberdade às personalidades que contribuíram decisivamente para o triunfo da democracia e da liberdade a 25 de Novembro de 1975”.

“No entendimento do CDS é justo que, passadas várias décadas desde o 25 de Novembro, seja feito o reconhecimento devido a todos os militares, civis e eclesiásticos que tiveram um papel determinante no sucesso do contragolpe militar, e, nesse sentido, sejam condecorados com a Ordem da Liberdade, independentemente do grau, consoante o função desemprenhada”, argumentaram os deputados.

Mas também esta iniciativa recebeu cartão vermelho do  PS, BE, PCP, PEV e da deputada Joacine Katar Moreira, a abstenção do PAN e da deputada Cristina Rodrigues (ex-PAN) e voto a favor dos restantes.

Entre divisões, há um partido que celebra o 25 de abril e o 25 de novembro

Já em anos anteriores, a Iniciativa Liberal afirmou-se como a “única força política que celebra com o mesmo entusiasmo e orgulho o 25 de Abril e o 25 de Novembro.” E este ano não vai ser excepção.

“O 25 de Abril derrubou uma ditadura, o 25 de Novembro impediu que fosse imposta sobre os portugueses outra ditadura. São duas datas que todos devemos celebrar, afirmando a Democracia e a Liberdade”, diz  João Cotrim Figueiredo

Esta é a posição da Iniciativa Liberal, comunicada a propósito “Festa da Liberdade” para celebrar o 25 de Novembro, que vai ser realizada este sábado, no Porto, na sua quarta edição.

 

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