Crise dos chips veio para ficar. Setor automóvel faz contas e teme o pior

A escassez de chips que abalou o mercado no ano passado vai continuar a atormentar o setor automóvel. A paralisação total ou parcial de algumas fábricas no Texas, devido ao mau tempo que assolou o Estado em fevereiro, e o incêndio nas instalações da Renesas Semiconductor Manufacturing no Japão, em março, são os principais culpados para a continuação e agravamento desta tragédia tecnológica, revela o Wall Street Journal.

“A escassez de chips só vai piorar. O nosso segundo semestre vai ser péssimo, de tal modo que prevemos menos 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) de lucro durante este período”, reconheceu o presidente-executivo da Ford, Jim Farley, citado pelo Financial Times.

Também a Volkswagen (VW), a maior empresa de automóveis da Europa, avisou esta semana que vai interromper a produção do modelo Jetta, entre 3 e 20 de maio, e a do modelo Tiguan, entre 6 e 17 de maio, numa fábrica no México, como refere o WSJ.

A Autoeuropa suspendeu a atividade entre os dias 22 e 28 de março por falta de semicondutores. Além disso, a VW  já foi obrigada a travar a produção em fábricas localizadas na Alemanha e na Eslováquia, lembra a Autocar.

Já a Mercedes-Benz reduziu os horários de 18.500 funcionários e interrompeu temporariamente as linhas de produção de duas fábricas na Alemanha.





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