Vitória eleitoral na Gronelândia desfere um duro golpe contra a economia chinesa

As eleições que ocorreram ontem na Gronelândia, uma ilha gelada com pouco mais de 50.000 habitantes, deram a vitória ao partido pró-ambiente Inuit Ataqatigiit com 37% dos votos, abrindo assim caminho para o líder do AIA, Mute Egede, formar uma coligação governativa de esquerda.

Para trás ficou o partido de centro-esquerda Siumut que obteve apenas 29% dos votos. O fracasso eleitoral deve-se ao facto de este grupo político ter apoiado a exploração das minas da região, como explica o Wall Street Journal.

Com esta vitória eleitoral, o projeto de extração mineira de Pequim na Gronelândia caiu por terra. A gigante chinesa Shenghe Resources Holding Co. e outra empresa australiana estavam prestes a explorar uma mina situada junto à costa sul da ilha, quando o Governo decidiu convocar eleições antecipadas, devido às polémicas ambientais com estes projetos.

Nos últimos anos, os Estados Unidos, a China e a União Europeia têm avaliado economicamente esta região autónoma da Dinamarca e não é só por causa da extração mineira. As três potências estão concentradas no aquecimento global, dado que, à medida que derrete o gelo nesta região, fica mais perto a possibilidade de se criar uma nova rota comercial no Mar Ártico.





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