UE: Várias economias bloqueiam a China. O acordo sino-europeu está em risco?

Alguns países europeus estão a bloquear a entrada do capital chinês nas suas economias, cedendo assim à posição defendida pelo Presidente dos EUA, Joe Biden, e pela sua secretária do Tesouro, Janet Yellen, no sentido de que é preciso combater “as práticas comerciais injustas de Pequim”.

“Governos de países do Báltico ao Adriático cancelaram recentemente várias licitações públicas, sobretudo na área da tecnologia, evitando que as empresas estatais chinesas ganhassem. Outros Estados estão a ir mais longe e a bloquear o investimento chinês nas suas economias”, revela o Wall Street Journal.

As mudanças foram provocadas, por um lado, “devido a preocupações com a segurança interna e, por outro, pela deceção face a algumas decisões de última hora de Pequim”, como esclarecem individualidades de vários reguladores económicos europeus, no referido jornal.

Entretanto, “Roménia e Lituânia estão a tomar medidas  para excluir as empresas chinesas de certos contratos públicos”, enquanto “na Eslovénia, Croácia e República Checa as licitações públicas que envolvem os grandes agentes financeiros chineses em áreas como nuclear, segurança e tecnologia foram suspensas”.

Já a Grécia está “reticente em ceder a participação maioritária da gestão do maior porto do país a uma empresa de Pequim”, conforme revela a imprensa norte-americana.

Apesar de este embargo ao capital chinês estar apenas a acontecer em economias consideradas “menores” do bloco europeu, é uma verdadeira ameaça que coloca em perigo o acordo económico, que demorou sete anos até ser fechado entre a UE e a China no passado mês de dezembro, e que dá mais espaço ao bloco para investir no Oriente.

A Comissão Europeia apresentou na semana passada uma estratégia para renovar a política comercial da UE, tornando-a mais “aberta, sustentável e assertiva”, nomeadamente perante os principais parceiros comerciais, China e Estados Unidos.





Notícias relacionadas
Comentários
Loading...