Myanmar: Economia começa a tremer. Junta militar vai cortar “despesas e importações”

O líder da junta militar que assumiu o poder em Myanmar pediu “que todos unissem esforços” para combater a crise económica em que o país se encontra, informou hoje a TV estatal, depois de os EUA terem imposto novas sanções ao novo regime militar.

O atual chefe militar, o general Min Aung Hlaing, pediu ontem, durante uma reunião da junta militar, que o Estado cortasse “todas as despesas públicas e importações desnecessárias” e que “aumentasse as exportações”. “Precisamos de colocar toda a energia num único objetivo: reavivar a economia do nosso país”, apelou Hlaing, citado pela Reuters.

O golpe militar deixou os investidores nervosos e a economia de Myanmar, já fragilizada pela pandemia, que eliminou grande parte das receitas do comércio e do turismo, ficou sem resposta para as necessidades do país.

Até agora, médicos e outros profissionais de saúde, aliados a estudantes, professores e até alguns funcionários públicos, juntaram-se numa campanha de desobediência civil para fazer frente ao golpe militar do dia 1 de fevereiro e exigir a libertação da líder eleita Aung San Suu Kyi, apesar das ameaças de morte por parte da junta militar.

Hoje voltou a haver protestos, ainda que em números menos exuberantes e sem relatos de violência até ao momento, como refere a agência noticiosa.





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