Mercado europeu de chips agita-se com a decisão de Ursula von der Leyen de apoiar Biden e isolar a China

“A Europa não deve bloquear as exportações de tecnologia de ponta para a China, por mais agradável que isso seja para as relações com Washington, pois tal gesto só irá acelerar a liderança de Pequim nesta matéria”, alertou Peter Wennink, CEO da ASML, gigante holandesa de chips.

“Se isolarmos os chineses vamos forçá-los a lutar pela soberania tecnológica e, dentro de 15 anos, vão conseguir fazer tudo sozinhos. Os fornecedores europeus vão desaparecer”, explicou o responsável por uma das empresas mais cotadas do bloco europeu, em declarações ao Politico.

Para Wennink, a estratégia de Ursula von der Leyen deve ser outra: Bruxelas deve ser mais dura no que toca às regras sobre propriedade intelectual e concorrência desleal, mas não deve fechar as portas à economia de Xi Jinping.

A Comissão Europeia quer reduzir a dependência da União quanto a tecnologia estrangeira, como é o caso dos chips no que toca ao mercado automóvel, por exemplo, pelo que estabeleceu a meta de controlar 20% do mercado mundial de semicondutores até 2030, apontando assim a mira para 10% a mais do que domina hoje.

A técnica criada pelos conselheiros económicos por Ursula von der Leyen consiste em injetar mais capital em empresas de microchips, o núcleo cada vez mais escasso do comércio tecnológico mundial. Uma vez conseguido este objetivo, Bruxelas pretende, a par de Washington, isolar a economia de Pequim, como referiu na semana passada uma fonte anónima do Edifício Europa ao Wall Street Journal.





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