Hyundai e Honda contra limite de apoios a híbridos

O importador das marcas automóveis Hyundai e Honda para Portugal contestou, em comunicado assinado pelo CEO e Executive Board Member, Sérgio Ribeiro, a diminuição dos apoios governamentais à compra de veículos híbridos e híbridos plug-in.

Garantindo que “não existe evidência científica que justifique que as viaturas híbridas ou plug-in são mais poluentes do que motorizações a combustão”, o responsável defende que a premissa que serviu de base para a alteração da política de incentivos foi “tomada de modo unilateral, sem que o setor tenha sido previamente consultado, sem se fazerem contas, sem medir possíveis impactos e consequências”.

Sérgio Ribeiro lembra também que “Portugal é já um dos mercados com maior carga fiscal sobre automóveis”, pelo que, “a medida agora apresentada não vem mais do que, em alguns casos, duplicar a carga fiscal aplicada a estes veículos (híbridos e plug-in) que, recorde-se, representam já cerca de 20% do mercado”.

“Em suma, com esta medida, os portugueses vão pagar mais por optarem por carros amigos do ambiente, que passam a ser mais taxados”, referiu ainda o responsável, acrescentando que, num setor que emprega cerca de 150 mil pessoas, tais medidas resultarão, igualmente e a curto prazo, “numa recessão grave, acentuada pela atual conjuntura pandémica”.

O principal responsável pela importação dos veículos da Hyundai e da Honda para o nosso País, considera, mesmo, ser, de “uma enorme irresponsabilidade” e “incompreensível”, tal medida, reafirmando, por isso, a sua “profunda preocupação face aos impactos”, os quais, avisa, terão “sérias repercussões na orientação estratégica do setor, mas principalmente no espetro económico e social”.

“Em causa está toda a estratégia empresarial definida pelo setor para os próximos anos, os compromissos assumidos, a aposta na procura de soluções ambientalmente mais responsáveis, os enormes investimentos em stocks de viaturas já efetuados, e os milhares de postos de trabalho”

“Não escolhemos este caminho. Quem assumirá a responsabilidade?”, concluiu Sérgio Ribeiro.



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