Covid-19: FMI lembra os países desenvolvidos que “o investimento em vacinação paga-se a si próprio e gera lucro”

A crise económica gerada pela covid-19 vai continuar a aumentar a dívida pública global deste ano, pelo que os Estados devem investir mais nos planos de vacinação se querem normalizar as finanças internas, afirma o relatório Monitor Fiscal 2021, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e citado pela Reuters.

“Quanto mais rapidamente os países desenvolvidos conseguirem controlar o vírus, mais facilmente vão obter mais de um bilião de dólares (845 mil milhões de euros) em receitas provenientes de impostos até 2025”, esclarece o documento.

“Por isso concluímos que o investimento em vacinas se paga a si próprio e ainda permite que o excedente do lucro seja investido em bens públicos”, finaliza o relatório da organização internacional.

Durante as reuniões da primavera com os líderes financeiros dos Estados, tanto o Banco Mundial como o FMI estão a pedir aos países que mantenham os apoios fiscais a empresas e cidadãos fragilizados economicamente pela pandemia, como refere a agência britânica.

Ontem, o FMI previu no seu o seu relatório semestral, o World Economic Outlook (WEO) que a economia mundial, após contrair 3,3% em 2020, vai crescer 6% em 2021 e mais 4,4% em 2022. Uma visão ainda mais otimista que a do último WEO, lançado em outubro, que se ficou por um crescimento de 5,2% em 2021 e de 4,2% em 2022, como refere o Guardian.

No documento, a instituição financeira elogia o trabalho dos Estados que, no total, “injetaram cerca de 16 biliões de dólares (13,51 biliões de euros) de forma a combater os danos económicos provocados pela covid-19”, uma medida que a instituição financeira reconhece que foi uma “tábua de salvação” para que a economia mundial não sofresse em 2020 uma contração de 10%.

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