Covid-19: Trump tinha conhecimento da incapacidade da fábrica que desperdiçou 15 milhões de doses da vacina da J&J

Uma avaliação oficial elaborada em junho do ano passado chegou à conclusão de que a Emergent BioSolutions, a fábrica onde foram desperdiçadas 15 milhões de doses da Johnson & Johnson, não tinha recursos humanos suficientemente qualificados para lidar com a produção de vacinas contra o covid-19.

Mesmo assim, a administração Trump não voltou atrás com o contrato de 628 milhões de dólares (529 milhões de euros), celebrado dias antes com a empresa no âmbito da operação Warp Speed, revela o New York Times.

“A Emergent BioSolutions deve ser acompanhada de perto”, afirma o relatório, assinado por Carlo de Notaristefani, nomeado em maio do ano passado, pelo Governo federal, como especialista para o controlo produção de vacinas covid-19.

Dez meses depois de o documento ter chegado às secretárias dos principais escritórios da Casa Branca, tanto a J&J como a AstraZeneca, criadoras das vacinas fabricadas nestas instalações, descobriram, através de várias auditorias, uma série de problemas de controlo de qualidade, como noticiou ontem o New York Times.

Até agora, ainda não está claro se a Johnson & Johnson será capaz de entregar  24 milhões de doses até ao final do mês, como prometeu a Joe Biden.





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