Covid-19: Pequim admite que vacinas chinesas “não são muito eficazes”

O diretor do Centro de Controlo de Doenças da China, Gao Fu, admitiu ontem, durante uma conferência de imprensa em Chengdu, que as vacinas chinesas contra a covid-19 “não têm taxas de proteção muito elevada e pretendemos misturá-las”, informou a BBC.

“Estamos a analisar a possibilidade de usar diferentes vacinas de diferentes linhas técnicas do processo de produção”, revelou Gao.

O alto responsável pelo Centro de Controlo de Doenças não quis adiantar muitos pormenores, mas deixou escapar algumas pistas: “Pequim está a considerar mudar a estratégia, deixando de utilizar tecnologia tradicional para o fabrico de vacinas e substituindo-a pela tecnologia RNA mensageiro (mRNA), uma técnica experimental que já faz parte das receitas das farmacêuticas do Ocidente”, como explica a imprensa internacional.

Esta notícia já era esperada pelo resto do mundo. No início deste ano, vários investigadores brasileiros concluíram que a Sinovac, uma das quatro vacinas aprovadas pelo regulador chinês e a mais difundida por todo o globo, tinha apenas 50,4% de eficácia.

Até ao momento, só as regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau receberam vacinas estrangeiras. No restante território, Pequim ainda não permitiu que tal acontecesse.





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