Covid-19: Congresso investiga culpa de Trump no desperdício de 15 milhões de doses da J&J

O Congresso abriu uma investigação sobre o desperdício de 15 milhões de doses da vacina da Johnson & Johnson, encontradas na fábrica da Emergent BioSolutions, em Baltimore, revela o New York Times (NYT).

O Capitólio quer apurar se a empresa tinha capacidade para celebrar o contrato de 628 milhões de dólares (529 milhões de euros) com a Casa Branca ou se Trump errou em escolher esta entidade para produzir tais vacinas.

A investigação foi anunciada pelos congressistas Carolyn B. Maloney, democrata do círculo de Nova Iorque responsável pela Comissão de Supervisão da Câmara, e James E. Clyburn, democrata da Carolina do Sul que comanda o grupo parlamentar ao qual cabe avaliar a resposta política à covid-19.

“O objetivo desta investigação é perceber porque é que a Administração Trump concedeu um contrato milionário para a produção de vacinas a esta empresa se já sabia do histórico documentado de falhas laboratoriais e problemas de controlo de qualidade”, pode ler-se em comunicado.

Clyburn pediu aos dois principais executivos da Emergent que se apresentem numa audiência marcada para o Capitólio para o dia 19 de maio.

Uma avaliação oficial, elaborada em junho do ano passado, chegou à conclusão de que a Emergent BioSolutions, a fábrica onde foram desperdiçadas 15 milhões de doses da Johnson & Johnson, não tinha recursos humanos suficientemente qualificados para lidar com a produção de vacinas contra o covid-19, como referiu na altura o NYT.

Mesmo assim, a Administração Trump não voltou atrás com o contrato de 628 milhões de dólares (529 milhões de euros), celebrado dias antes com a empresa no âmbito da operação Warp Speed, explica o diário nova-iorquino.
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