Sye-kyun aterra no Irão para pagar resgate do navio sul-coreano sequestrado e reavivar o acordo nuclear de 2015

O primeiro-ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, aterrou ontem em Teerão, com o intuito de desbloquear 7 mil milhões de dólares (5,87 mil milhões de euros) do património financeiro da elite iraniana preso nos bancos de Seoul, revela a Reuters.

Chung foi o primeiro líder do Executivo da Coreia do Sul a visitar o Irão em 44 anos . A grande causa para a quase inexistência de relações diplomáticas entre os dois países deve-se ao facto de Teerão ser um forte aliado de Pyongyang.

As tensões entre os dois países aumentaram quando, em janeiro, o Irão sequestrou um navio da Coreia do Sul no Estreito de Hormuz, sob a acusação de “aparente poluição de águas nacionais” e pediu que fossem descongelados os 5,87 mil milhões de euros presos em Seoul, na sequência da aplicação de sanções norte-americanas. Chung cedeu ao pedido e o navio foi libertado, como explica a agência britânica.

No domingo e perante o Vice-Presidente iraniano Eshaq Jahangiri, Chung predispôs-se a apoiar os esforços que revitalizem o acordo nuclear de 2015, conforme noticiou a imprensa estatal iraniana.

Na semana passada, os EUA e o Irão iniciaram negociações indiretas em Viena para restaurar o acordo nuclear de 2015, que Donald Trump abandonou há três anos.

Joe Biden está a tentar encontrar uma maneira de regressar ao acordo. Teerão quer que as sanções aplicadas à sua elite sejam levantadas, antes de qualquer regresso ao tratado.

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