Frente Comum marca greve da função pública para 20 de maio

A Frente Comum anunciou hoje uma greve da função pública para dia 20 de maio em defesa do aumento dos salários e da revogação do sistema de avaliação (SIADAP).

Em conferência de imprensa, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, disse que esta “não foi uma decisão tomada de ânimo leve”, antes resulta de um longo período de falta de resposta aos problemas”.

Além de uma greve de 24 horas, o dia de luta nacional ficará também marcado por uma concentração de trabalhadores em frente ao Conselho de Ministros, em Lisboa.

Contactado pela Multinews, Sebastião Santana explicou que este será “um dia nacional de luta dos trabalhadores da administração pública, em que vai haver setores em greve, bem como uma grande concentração à tarde em Lisboa”.

O responsável revelou que estarão “muitos setores em greve, mas não serão todos, por exemplo o setor da saúde não vai aderir”, devido à situação pandémica, disse sublinhando contudo que na concentração se espera que marquem presença, abrangendo assim todo os setores.

“Avançamos com esta ação pela ausência de resposta do Governo às nossas reivindicações”, afirmou o líder da Frente Comum, adiantando que as questões “centrais” se prendem com “a defesa dos serviços públicos, o aumento geral dos salários, a dignificação das carreiras, a revogação do sistema de avaliação e a correção da tabela remuneratória única”.

Sebastião Santana espera que exista uma “adesão muito grande por parte dos trabalhadores, tanto às greves que os diferentes setores vão ter, como à concentração de Lisboa à tarde”, sublinhou ainda.

Recorde-se que já a 6 de abril a Frente Comum tinha ameaçado avançar com uma ação de luta nacional para este dia, se até então não obtivessem respostas do Governo relativamente ao seu caderno reivindicativo, o que acabou por se verificar.

“No próximo dia 20 de maio, se não houver até lá resposta às reivindicações centrais dos trabalhadores da Administração Pública, nomeadamente o agendamento de negociação e o início de processos negociais conducentes à resolução dos problemas que identificamos nos trabalhadores da Administração Pública, este vai ser um dia marcado por uma luta nacional, no âmbito da Frente Comum, à qual, com certeza, muitos milhares de trabalhadores vão aderir”, disse na altura Sebastião Santana.

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