EUA: Joe Biden anula veto de Trump à entrada de imigrantes

Joe Biden revogou ontem uma série de ordens executivas assinadas por Donald Trump, incluindo um documento que impedia a entrada nos EUA vários candidatos elegíveis para o visto de entrada e trabalhadores qualificados e outro que classificava algumas cidades como “jurisdições anárquicas”, revela o Guardian.

Com esta decisão, Joe Biden inverteu com efeito imediato a decisão de Trump, anunciada em 22 de abril de 2020, nos primeiros meses da pandemia do coronavírus, que atingiu duramente a economia dos EUA e atrasou a criação de emprego.

A decisão de Trump foi prorrogada em junho de 2020 e depois a 31 de dezembro último, ordenando a suspensão “da entrada de imigrantes e não imigrantes que representem um risco durante a recuperação económica, após o surto do coronavírus”.

Biden afirmou que a sua decisão foi adotada em nome das “famílias separadas pela fronteira” e das “empresas americanas”, revertendo assim a medida do seu antecessor.

Curtis Morrison, um advogado de imigração com sede na Califórnia, comentou ao Guardian que “a Administração Biden terá agora de enfrentar um crescente número de pedidos, que não foram tratados durante meses, um processo que pode levar anos a ser concluído”. Em causa está “um atraso provocado por Trump que destruiu o sistema nacional de imigração”, condenou Morrison.

Além disso, o Presidente dos EUA revogou uma ordem executiva, rubricada pelo ex-ocupante da Casa Branca, que proibia a canalização de vários fundos para determinadas cidades consideradas “sem lei”, como revela o diário britânico.

Trump emitiu em setembro um memorando que procurava identificar as câmaras municipais que considerou benevolentes com a “anarquia, a violência e a destruição das cidades”. O documento foi apresentado depois de a polícia de Minneapolis assassinar George Floyd. Entre as cidades da lista negra, elaborada pelo Departamento de Justiça, estavam Nova Iorque, Portland, Oregon e Seattle.

No mesmo mês em que o ex-Presidente tomou esta decisão, várias câmaras municipais propuseram uma ação judicial para invalidar a classificação e lutar contra o bloqueio de vários fundos, atribuídos pelo governo federal.

Pete Holmes, o procurador da cidade de Seattle, foi um dos que saudaram saudou a revogação determinada por Biden.

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