Biden anuncia retirada das tropas americanas do Afeganistão até 11 de setembro

Joe Biden já deu ordem de retirada às tropas norte-americanas que estão em missão no Afeganistão. Até ao dia 11 de setembro, data em que se assinalam os 20 anos do ataque terrorista ao World Trade Center, mais de 3.000 soldados vão regressar a casa, terminando assim a participação mais longa dos EUA numa guerra.

O Presidente norte-americano confirma que não vai cumprir o prazo estabelecido por Donald Trump, pois este projetava para 1 de maio a data limite para que as Forças Armadas saíssem do Afeganistão, mas assegura que vai ser uma saída “definitiva e bem preparada”, como refere o New York Times.

Os talibãs já avisaram que, caso Biden não cumpra o prazo anunciado pela anterior Administração, retomam os ataques contra as forças internacionais lideradas pelos EUA, como lembra o Washington Post.

O secretário de Estado, Antony Blinken, e o secretário para a Defesa, Lloyd Austin, que estão neste momento numa viagem diplomática na Europa, têm um mandato para discutir este plano com os seus aliados da NATO.

Se por um lado esta é uma excelente notícia para os EUA, já para o Afeganistão nem tanto. Segundo um relatório publicado pelos Serviços de Inteligência dos EUA o acordo de paz entre o Executivo do país e os talibãs está longe de ser concretizado. Para a

Além disso, tudo indica que assim que os soldados norte-americanos saírem do território, os rebeldes vão ganhar terreno.

No último trimestre do ano passado, o Afeganistão foi obrigado a libertar 5.000 acusados de terrorismo que estavam detidos para iniciar negociações com os talibãs, mas o processo negocial não produziu resultados.

“O governo afegão vai ter dificuldades em manter os talibãs sob controlo”, mas não precisará de se preocupar com o regresso da Al Qaeda. “Dificilmente os talibãs permitirão o regresso deste grupo”, conclui o documento publicado na semana passada e citado pelo Washington Post.

Para Tamim Asey, ex-ministro-adjunto da Defesa do Governo do Presidente Ashraf Ghani, esta medida de Biden não passa de uma “ ambiguidade estratégica” e de uma tentativa de pressionar as negociações entre o Executivo do país e os rebeldes. “Um método que não vai ter sucesso”, garante Asey.

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