Voto em isolamento: Médicos de saúde pública mostram-se preocupados e recomendam escusa de responsabilidade civil

Até ao fim do mês de fevereiro, a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, recomenda a todos os associados, que peçam escusa de responsabilidade civil no seu exercício profissional, perante a decisão do governo de permitir que confinados possam sair para votar, no próximo dia 30 de janeiro.

Em comunicado, o organismo considera preocupante “o precedente evitável de quebra de isolamento que irá condicionar novas dificuldades ao exercício profissional dos médicos de saúde pública”.

A abertura deste precedente, adiantam ainda, “aliado à insuficiência de recursos e soluções logísticas”, para dar resposta ao número de casos de Covid-19, justificam o pedido de escusa de responsabilidade por parte dos médicos.

A associação deixa ainda algumas recomendações para este período, nomeadamente, que sejam assegurados locais e horários específicos para não existir cruzamento desnecessário entre infetados ou em potencial período de incubação, com a restante população.

Deve também ser privilegiada a ventilação dos espaços e o uso de máscaras FFP2 ou KN95, sempre que tal for possível, segundo recomendação do organismo presidido por Gustavo Tato Borges.

Recorde-se que a ministra da administração interna, Francisca Van Dunem, revelou ontem que quem está em confinamento devido à Covid-19, vai poder sair para votar a 30 de janeiro, num horário específico.

“Em consequência disso, as normas do confinamento obrigatório terão de ser mudadas, no sentido de permitir esta exceção” que terá de ser feito através de uma resolução de Conselhos de Ministros, apontou em conferência de imprensa.

A governante garantiu ainda que “estão criadas todas as condições para as pessoas votar seguramente”, anunciando que o Governo vai propor o voto dos isolados no final do dia.

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