Vacina contra a poliomielite: Quando se toma? Quanto tempo dura a proteção? Como saber se já tomou? Saiba tudo

Vestígios do vírus da poliomielite foram encontrados nos esgotos de Londres, tal com confirmou hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois de as autoridades britânicas terem lançado um alerta no Reino Unido.

À luz do sucedido, a Multinews procurou saber se existe algum risco para Portugal, se a vacina contra a doença protege efetivamente, durante quanto tempo e como saber se já está vacinado.

Teresa Fernandes, diretora do programa nacional de vacinação para a poliomielite da Direção Geral da Saúde (DGS), explica tudo o que deve saber.

“São recomendadas neste momento cinco doses aos dois, quatro, seis e 18 meses e depois aos cinco anos de idade. Se for cumprido este esquema prevê-se que a proteção contra a doença dure para o resto da vida”, revela ao nosso site.

Para saber se tomaram ou não a vacina, as pessoas podem recorrer ao seu registo de vacinação. “Agora até têm facilidade de ter uma app, do SNS24, mas também têm o boletim individual de saúde, conhecido por boletim de vacinas, onde podem consultar essa informação”, sublinha.

Os adultos que ainda não tomaram podem fazê-lo, “mas não só porque sim. Há regras que podem ser consultadas aqui e mediante isso podem fazê-lo. Depois há condições em que os adultos podem também ser vacinados: se forem viajar para países endémicos e não tiveram um esquema completo”, aponta.

Não há risco de propagação em Portugal 

E quanto ao risco de haver uma propagação da doença em Portugal? “No nosso país existem coberturas vacinais muito elevadas, não só para esta doença, mas para todas, principalmente na infância. E claro que os adultos também foram vacinados, sendo que os que não foram tiveram a doença em crianças”, refere.

“A vacinação contra a poliomielite já existia esporadicamente antes de ser criado o programa de vacinação em 1965, mas foi nessa altura que começou de forma mais organizada e para que todas as pessoas tivessem acesso igual”, segundo Teresa Fernandes.

A especialista adianta ainda que “a cobertura vacinal contra esta doença nas crianças mais pequenas, abaixo de um ano, é de cerca de 99%, nos dois anos é de cerca de 98% e depois aos cinco anos é de cerca de 97%”.

A par disso, “a doença foi erradicada em 2002 na Europa, sendo que em Portugal o último caso foi em 1987” e por tudo isto não há a preocupação com uma possível propagação no País, reitera.

“O que já tem acontecido, e que prova que temos um sistema de vigilância e alerta para esta doença, é o facto de haver alguns casos suspeitos para a doença, porque têm paralisias e vão amostras ao INSA para testar e ter a certeza de que não há o vírus no país”, conclui.

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