Urgências hospitalares sob forte pressão. Elevada afluência de doentes graves leva a tempos de espera superiores a três horas

As últimas semanas têm sido marcadas por um verdadeiro “caos” nas urgências dos hospitais portugueses, que se encontram sob forte pressão devido à elevada afluência de doentes graves não Covid, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, os utentes têm sido obrigados a esperar mais do que três horas parta serem atendidos, sendo que em alguns casos esse tempo é ainda superior, uma vez que se junta também a realização de exames.

Madalena Silva, utente do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, confirma a situação. “Há aqui pessoas desde segunda-feira, estão à espera há 24 horas”, refere, citada pelo jornal.

Fonte da unidade hospitalar confirmou ao ‘CM’ que a afluência “é superior ao habitual”, tendo mesmo sido necessário fechar a Urgência ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) na quinta-feira passada.

No Hospital de Vila Franca de Xira, o cenário é semelhante. “Cheguei às 20h00 e havia pessoas à espera desde a hora de almoço, muitas discussões de pessoas já saturadas e gente a desistir de esperar”, indica Teresa Nunes, outra das visadas.

 

Nem o Porto escapa à forte afluência. Nas urgências do Centro Hospitalar de S. João verifica-se “um aumento progressivo do número de episódios de urgência que, nos últimos três meses, ultrapassa já a linha de base pré-pandémica”, segundo fonte da unidade citada pelo ‘CM’.

Segundo a mesma fonte, a média atual de episódios diários da Urgência de adultos não Covid está nos 480 e nos dias úteis, verificam-se “afluências superiores a 500 doentes/dia”, indica.

Por sua vez, adianta o jornal, no Centro Hospitalar universitário de Lisboa Norte, que integra o Hospital de Santa Maria, regista-se uma maior pressão sobre a Urgência de adultos, nas últimas semanas, com um “número de doentes maior do que o habitual nesta altura do ano”, revelou fonte oficial.

O hospital, acrescentou a mesma fonte, tem recebido “doentes mais complexos, que implicam processos mais demorados e muitas vezes resultam em internamento”, numa média de 400 episódios de urgência por dia.

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