Urgências dos hospitais cada vez mais cheias. Médicos criticam Governo e admitem avançar com greve

Há cada vez mais casos de problemas nos hospitais de todo o país, havendo pelo cinco em dificuldades sobretudo nas urgências, que estão sobrecarregadas, avança a rádio ‘Observador’, adiantando que os médicos já admitem avançar com greve por conta desta situação.

Segundo a estação, os casos mais preocupantes vivem-se nos hospitais de Penafiel, Leiria, Vila Franca de Xira, Setúbal e na urgência metropolitana de psiquiatria do Porto.

Os profissionais de saúde queixam-se de falta de recursos humanos e falta de espaço para dar resposta a todos os doentes que têm chegado às urgências.

A afluência destes doentes tem aumentado nos últimos dias, adianta a mesma rádio, sublinhando que o cenário de doentes em macas à espera de uma cama nas enfermarias dos hospitais, voltou a ser uma realidade.

Noel Carrilho, Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), considera “lamentável que não tenham sido levados em conta os avisos de quem trabalha no terreno”.

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) deveria estar capacitado para resolver (problemas) fora do serviço de urgência, como isso não acontece, e não se reforçam os recursos humanos médicos, não se pode esperar outra coisa que não seja este afluxo imenso às urgências, que são a única porta que não se fecha”, sublinha, citado pela rádio.

Questionado sobre se podem ser decididas novas formas de luta, Noel Carrinho confirma que sim. “Isso é algo que está em cima da mesa nomeadamente numa situação bastante precária, em que vivem os médicos do SNS”.

Sobre a greve, o responsável refere que esse “é um meio reivindicativo que nunca se pode excluir e obviamente que estará em cima da mesa essa possibilidade”, conclui.

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