Universidades recusam abrir vagas para alunos do ensino profissional

As universidades portuguesas estão a fechar portas aos alunos do ensino profissional, sobretudo no litoral do País, em que se recusam a abrir vagas para estes estudantes, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, em causa está o concurso especial de acesso ao Ensino Superior para diplomados de vias profissionalizantes, que decorre pelo terceiro ano consecutivo, e para o qual a maioria das universidades do litoral não abre vagas.

No concurso de 2022, adianta o jornal, estão disponíveis 506 cursos, três quartos dos quais (75%) oferta dos politécnicos. Por outro lado, há apenas sete universidades a oferecer cursos neste mesmo âmbito.

Isto acontece porque o concurso é voluntário, cabe às instituições decidirem se aderem ou não. Muitas não aderem porque não têm problemas de procura. “Não têm existido problemas de atratividade de candidatos através das restantes formas de acesso”, refere ao ‘JN’ João Peixoto, vice-reitor da Universidade de Lisboa.

Já em Aveiro, a universidade “tem feito um esforço para aumentar a sua capacidade formativa de formação inicial”, valorizando as “iniciativas governativas”, indica a vice-reitora Sandra Soares, sublinhando que até à data, “não foi dada prioridade a esta via de acesso”.

No Minho, “tal como em anos anteriores, não foram abertas vagas neste âmbito por opção da universidade”, referiu em resposta ao jornal. Em Coimbra, defende-se uma “reflexão interna de base e articulação efetiva com o Ensino Secundário e as escolas profissionais, que não foi ainda passível de uma plena concretização” devido à pandemia.

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