Um terço dos portugueses já admite “ceder a Putin” para acabar com a guerra, aponta sondagem

“Seria melhor que a guerra terminasse o mais depressa possível, mesmo que isso implique ceder às exigências da Rússia e as suas consequências.” Sete meses depois da invasão russa da Ucrânia, um terço dos portugeses (32%) assumiu, em sondagem do ICS/ISCTE, realizada para o ‘Expresso’ e ‘SIC’, que não está feliz com as consequências da evolução do conflito, em particular o aumento dos preços que se estendeu a bens essenciais e conforme o impacto na economia e nas famílias torna-se cada vez mais palpável.

Em contrapartida, 54% dos inquiridos responderam “Seria melhor que a Ucrânia continuasse a resistir à Rússia, mesmo que isso implique prolongar a guerra e as suas consequências”.

A mesma sondagem, publicada pelo ‘Expresso’, apontou que os portugueses que garantem ser “muito difícil viver” com o rendimento atual (15% dos inquiridos), há uma maioria que gostaria de ver a guerra terminar rapidamente, ainda que com cedências à Rússia: são 48% deste grupo, com apenas 36% que defendem a resistência da Ucrânia, mesmo com as respetivas “consequências”.

Já os portugueses que dizem ser “difícil” viver com o que ganham (e não “muito difícil”), 53% deste segmento prefere “resistir à Rússia” contra os 35% que pretendem “ceder”. O apoio é bem sustentado entre os portugueses que dizem “dá para viver” ou que vivem de forma “confortável” com os atuais rendimentos: nos dois casos, a apoio à Ucrânia está na casa dos 60%, contra 25% e 28% que admitem cedências a Putin.

Entre os maiores de 65 anos, 37% dizem que “seria melhor” terminar a guerra, mesmo fazendo cedências a Moscovo, contra 46% no sentido contrário. Os mais jovens são o polo oposto: 64% estão com os ucranianos.




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