“Um grande golpe”: Indefinição nas viagens do Reino Unido para Portugal é notícia lá fora

Os britânicos estão em suspenso depois de o Governo português não ter tomado qualquer decisão sobre se levanta ou não a proibição de viagens de países terceiros, imposta pela União Europeia (UE), a apenas três dias da entrada em vigor da “lista verde” do Reino Unido (17 de maio), que permite voos para Portugal sem quarentena. O tema faz hoje destaque da imprensa internacional.

Depois de dias em que as agências de viagem e companhias aéreas britânicas viram a procura por voos para o nosso país disparar, as mesmas entidades alertam agora para a possibilidade de os turistas ficarem à porta, com as fronteiras a deverem manter-se fechadas, pelo menos até ao final de Maio.

Esta ideia consolidou-se ontem quando a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse que esse assunto não tinha feito parte da agenda e como tal não havia qualquer decisão e sublinhou ainda que na final da Champions, marcada para 29 de maio, todos aqueles vierem do exterior têm de regressar no mesmo dia, em “bolha” e aviões charters.

Isto significa, segundo a imprensa estrangeira, que é muito pouco provável que as fronteiras abram antes desse dia, caso contrário não seriam necessárias tantas medidas de segurança, o que deita abaixo as esperanças dos britânicos de fazer férias em Portugal já a partir de dia 17.

A imprensa internacional destaca ainda a “hesitação” do governo português na tomada de uma decisão, que pode pôr em causa a vinda dos britânicos para Portugal, com muitas agências de viagens já a alertar quem comprou voos de que pode ficar pelo caminho.

O britânico ‘Daily Mail’ destaca a notícia como “um grande golpe” para os britânicos, referindo que se “esperava que Portugal levantasse a proibição de entrada de turistas do Reino Unido nas suas fronteiras a partir deste domingo. Mas houve uma confusão, com relatos de que a proibição poderia ser estendida até 30 de maio”.

“Isto significa que os britânicos com férias reservadas no país na próxima semana, podem arriscar ter os seus planos cancelados”, escreve ainda o mesmo jornal num artigo hoje publicado.

Uma outra cadeia televisiva do Reino Unido, a ‘Sky News’ refere que as agências de viagens já estão a avisar os seus clientes de que pode ser obrigada a cancelar os voos devido à falta de resposta do Governo português, com a proibição da UE ainda em vigor.

“A maior empresa de viagens do mundo avisou que pode ser obrigada a cancelar voos de férias para Portugal, por causa da proibição contínua da UE de viagens não essenciais para países fora do bloco”, escreve a cadeia televisiva.

A estação que cita a TUI, refere ainda que “no início desta semana os britânicos estavam a desistir de reservar férias no exterior por causa da falta de clareza nas regras”, sublinhando que “as férias não podem acontecer a menos que as fronteiras estejam abertas”.

Mas as notícias vão além fronteiras. O ‘Hindustam Times’, um jornal indiano, escreve  hoje que Portugal “ainda hesita em suspender as restrições de viagens para turistas britânicos” e cita a própria ministra da Presidência, que indicou ontem que a decisão ainda não está tomada e “ainda há trabalho a fazer” nessa matéria.

“A menos que Portugal ajuste a sua própria política de fronteira, a entrada da maioria dos britânicos não será permitida. Pelas regras atuais, Portugal proíbe visitantes do Reino Unido, a menos que sejam residentes ou viajem para os chamados fins essenciais”, destaca o jornal.

Por último, a agência ‘Bloomberg’ refere que “os turistas britânicos estão no Limbo enquanto Portugal hesita sobre a reabertura”, destacando que “os viajantes que desejam uma escapadela ao sol, podem ter que esperar mais tempo para chegar às praias de Portugal, depois de ter sido adiado o levantamento das restrições de entrada para chegadas do Reino Unido”.

Recorde-se que Portugal está na “lista verde” do Reino Unido, o que permite que os britânicos viajem sem obrigação do cumprimento de quarentena na chegada, a partir de 17 de maio.

Contudo, a União Europeia (UE) apenas permite viagens não essenciais para estados-membros do bloco, o que pode obrigar o nosso país a impedir a entrada de milhares de britânicos, se essa proibição não for suspensa, o que até agora não aconteceu.

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