Ucrânia: Rússia já deportou mais de 210 mil crianças ucranianas à força, acusa responsável

A Ucrânia garantiu, esta sexta-feira, que a Rússia deportou à força mais de 210 mil crianças desde a invasão, a 24 de fevereiro, e acusou Moscovo de querer torná-las cidadãs russas – Lyudmyla Denisova, procuradora e comissária dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, garantiu que estão entre os 1,2 milhões de ucranianos que Kiev diz terem sido deportados contra a sua vontade.

Moscou negou atacar civis intencionalmente desde o lançamento do que chama de “operação militar especial” na Ucrânia e diz que está a oferecer ajuda humanitária para aqueles que querem deixar a Rússia. “Quando os nossos filhos são retirados, eles destroem a identidade nacional e privam o nosso país de futuro”, relatou Denisova. “Eles ensinam os nossos filhos lá, em russo, a história que (o presidente russo Vladimir) Putin contou a todos.”

A Rússia referiu-se a “refugiados” que chegam à Rússia para escapar dos combates, principalmente da cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, que está em mãos russas após semanas de cerco e bombardeio. As Convenções de Genebra de 1949, que definem as normas jurídicas internacionais para o tratamento humanitário em conflitos, proíbem as transferências forçadas em massa de civis durante um conflito para o território da potência ocupante, classificando-o como crime de guerra.



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