Ucrânia: mais de 80% dos soldados russos presos no conflito foram sujeitos a violência física, acusa Kremlin

O Ministério da Defesa da Rússia denunciou, esta quarta-feira, que mais de 80% dos seus soldados presos pela Ucrânia no quadro da “operação militar especial” foram sujeitos a violência física, violando assim o Direito Internacional em relação aos prisioneiros de guerra.

Segundo Alexander Fomin, vice-ministro da Defesa russo, os soldados presos foram submetidos a tortura, intimidação, espancamentos, falta de atendimento médico e execuções extrajudiciais, além de extorsão de familiares.

O responsável político russo destacou os vídeos “amplamente conhecidos” que circulam na Internet, distribuídos por soldados ucranianos, nos quais são observados “atos monstruosos de violência” contra o pessoal do Exército russo e as milícias das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk.

Além disso, referiu, os “nazis ucranianos” exercem pressão psicológica sobre os familiares dos soldados detidos. “A extorsão de dinheiro é uma prática generalizada”, denunciou Fomin, em declarações à agência estatal russa ‘TASS’.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Defesa da Rússia, 81% dos soldados que regressaram de cativeiro na Ucrânia relataram violência e maus-tratos; 55% relataram ter sido forçados a gravar vídeos de propaganda; 46% não recebeu a atenção médica necessária e 79% não conseguiram contactar a sua família.



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