Ucrânia envia mais 8.500 militares para a fronteira com a Bielorrússia (com receio da afluência de migrantes)

A Ucrânia enviou 8.500 soldados extras para a sua fronteira com a Bielorrússia, motivada por receios de que Minsk possa enviar migrantes  para essa zona, segundo o ‘Euronews’.

Este reforço surge na sequência de uma crise na fronteira Polónia-Bielorrússia, que Varsóvia afirma ter sido instigada pelo líder bielorrusso Alexander Lukashenko.

A Polónia alegou que Lukashenko trouxe migrantes do Médio Oriente e enviou-os para as fronteiras orientais da UE para destabilizar o bloco.

Alega-se que a ação é uma retaliação pelas sanções da UE contra a Bielorrússia, por causa de uma repressão aos dissidentes após uma disputada eleição presidencial.

Agora Kiev teme que os migrantes sejam enviados para a sua fronteira com a Bielorrússia, motivo pelo qual enviou reforços que trabalharão com a polícia para aumentar as fiscalizações na área.

“Aviação e drones também serão usados ​​ativamente para patrulhamento e monitoização”, disse um porta-voz do Serviço de Fronteiras do Estado da Ucrânia.

Segundo uma outra nota do Ministério da Economia da Ucrânia, “o financiamento será alocado do fundo de reserva do orçamento do estado e direcionado às unidades do Ministério do Interior e do Ministério da Defesa para fortalecer a proteção da fronteira estadual e eliminar a ameaça de uma emergência situação de natureza social”.

Kiev também está preocupada que a fronteira com a Bielorrússia – um aliado russo próximo – possa ser usada por Moscovo para encenar um ataque militar.

O chefe da informação militar da Ucrânia disse ao jornal Military Times este fim de semana que a Rússia tinha mais de 92 mil militares concentrados ao redor das fronteiras da Ucrânia e preparava-se para um ataque no final de janeiro ou início de fevereiro. Moscovo negou essas declarações.

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